Inteligência Artificial e Inclusão no Trabalho
uma agenda teórica sobre neurodiversidade, deficiência e justiça nos processos de recrutamento
Palavras-chave:
inclusão, neurodiversidade, deficiência, recrutamento algorítmico, justiça organizacionalResumo
Sistemas automatizados de recrutamento prometem eficiência e padronização, mas podem reproduzir concepções restritas de competência, comunicação e comportamento adequado. Este artigo propõe uma agenda teórica sobre justiça, deficiência e neurodiversidade nos processos de seleção mediados por inteligência artificial, articulando o modelo social da deficiência, a acessibilidade digital, a justiça organizacional e a governança algorítmica. Como resultado, estruturam-se quatro condições para um recrutamento inclusivo: acessibilidade desde a concepção, avaliação restrita às competências necessárias ao cargo, oferta de adaptações razoáveis associadas a canais de contestação com mediação humana, e participação de pessoas com deficiência na governança dos sistemas. A análise indica que métricas estatísticas de equidade são insuficientes quando o processo mantém barreiras comunicacionais, sensoriais ou cognitivas. Conclui-se que a legitimidade de um sistema de recrutamento deve ser avaliada por sua capacidade de reconhecer diferentes formas legítimas de demonstrar competência profissional.
Métricas Acadêmicas
- Downloads 0
- Visualizações 56
Este artigo ainda não possui um DOI registrado; algumas métricas não estão disponíveis.
Downloads
Referências
Armstrong, T. (2012). Neurodiversity in the classroom: Building strength-based success in the regular classroom. ASCD.
Bogen, M., & Rieke, A. (2018). Help wanted: An examination of hiring algorithms, equity, and bias. Upturn.
Colquitt, J. A. (2001). On the dimensionality of organizational justice: A construct validation of a measure. Journal of Applied Psychology, 86(3), 386-400.
Eubanks, V. (2018). Automating inequality: How high-tech tools profile, police, and punish the poor. St. Martin's Press.
Floridi, L., Cowls, J., Beltrametti, M., et al. (2018). AI4People - An ethical framework for a good AI society. Minds and Machines, 28(4), 689-707.
Kuzior, A., Kettler, K., & Rąb, Ł. (2020). Digitalization of work and human resources processes: Challenges for responsible management. Administrative Sciences, 10(3), 53.
Oliver, M. (2013). The social model of disability: Thirty years on. Disability & Society, 28(7), 1024-1026.
O'Neil, C. (2016). Weapons of math destruction: How big data increases inequality and threatens democracy. Crown.
Pasquale, F. (2015). The black box society: The secret algorithms that control money and information. Harvard University Press.
Raghavan, M., Barocas, S., Kleinberg, J., & Levy, K. (2020). Mitigating bias in algorithmic hiring: Evaluating claims and practices. Proceedings of FAT* 2020, 469-481.
Raji, I. D., Smart, A., White, R. N., et al. (2020). Closing the AI accountability gap. Proceedings of FAT* 2020, 33-44.
Shakespeare, T. (2014). Disability rights and wrongs revisited. Routledge.
Singer, J. (2017). NeuroDiversity: The birth of an idea. CreateSpace.
Torraco, R. J. (2016). Writing integrative literature reviews. Human Resource Development Review, 15(4), 404-428.
Yeung, K. (2018). Algorithmic regulation: A critical interrogation. Regulation & Governance, 12(4), 505-523.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os artigos publicados pela Noemica Journal são licenciados sob a Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). É permitido compartilhar e adaptar o conteúdo para qualquer finalidade, desde que seja atribuído o devido crédito aos autores e à publicação original.









