Inteligência Artificial, Desempenho ESG e Criação de Valor

um modelo teórico baseado em capacidades organizacionais

Autores

  • Lincon Lopes Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) Autor

    Palavras-chave:

    Inteligência artificial, desempenho ESG, criação de valor, capacidades organizacionais, sustentabilidade

    Resumo

    A adoção de inteligência artificial (IA) por organizações tem sido tratada, com frequência, como um fim em si mesma, um indicador de modernização tecnológica dissociado de seus efeitos concretos sobre desempenho ambiental, social e de governança (ESG) e sobre a criação de valor sustentável. Este artigo propõe um modelo teórico que conecta essas três dimensões a partir da perspectiva das capacidades organizacionais, argumentando que a IA só se traduz em desempenho ESG superior quando mediada por capacidades específicas de captação, integração, reconfiguração e governança do conhecimento gerado por sistemas algorítmicos. O argumento é desenvolvido por meio de uma revisão narrativa integrativa da literatura de capacidades dinâmicas, governança de IA e desempenho ESG, e conclui com implicações para gestores, investidores e formuladores de política corporativa.

    Métricas Acadêmicas

    • Downloads 0
    • Visualizações 51

    Este artigo ainda não possui um DOI registrado; algumas métricas não estão disponíveis.

    Downloads

    Os dados de download ainda não estão disponíveis.

    Biografia do Autor

    • Lincon Lopes, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)

      Lincon Lopes é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Campus São Paulo–Pirituba, onde atua em dedicação exclusiva desde 2017 e coordena o Bacharelado em Engenharia de Produção. É administrador e mestre em Administração pela Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em andamento em Estudos Marítimos pela Escola de Guerra Naval. Sua atuação acadêmica abrange finanças corporativas, gestão governamental e geopolítica, com pesquisas recentes voltadas a inteligência artificial, desempenho ESG e governança corporativa.

    Referências

    Cohen, W. M., & Levinthal, D. A. (1990). Absorptive capacity: A new perspective on learning and innovation. Administrative Science Quarterly, 35(1), 128-152.

    Eccles, R. G., Ioannou, I., & Serafeim, G. (2014). The impact of corporate sustainability on organizational processes and performance. Management Science, 60(11), 2835-2857.

    Eisenhardt, K. M., & Martin, J. A. (2000). Dynamic capabilities: What are they? Strategic Management Journal, 21(10-11), 1105-1121.

    Floridi, L., Cowls, J., Beltrametti, M., Chatila, R., Chazerand, P., Dignum, V., ... & Vayena, E. (2018). AI4People, An ethical framework for a good AI society. Minds and Machines, 28(4), 689-707.

    Freeman, R. E. (1984). Strategic management: A stakeholder approach. Pitman.

    Porter, M. E., & Kramer, M. R. (2006). Strategy and society. Harvard Business Review, 84(12), 78-92.

    Teece, D. J. (2007). Explicating dynamic capabilities. Strategic Management Journal, 28(13), 1319-1350.

    Teece, D. J., Pisano, G., & Shuen, A. (1997). Dynamic capabilities and strategic management. Strategic Management Journal, 18(7), 509-533.

    Torraco, R. J. (2016). Writing integrative literature reviews. Human Resource Development Review, 15(4), 404-428.

    Publicado

    2024-12-06

    Edição

    Seção

    Artigos

    Como Citar

    Inteligência Artificial, Desempenho ESG e Criação de Valor: um modelo teórico baseado em capacidades organizacionais. (2024). Noemica Journal, 1(1). https://noemicajournal.org/noemica/article/view/8

    Artigos Semelhantes

    Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.

    Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)